Washington contraria regras dos EUA e cria lei para preservar internet ilimitada

Governador assinou decreto que impede bloqueio de conteúdos e mudanças de velocidade

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O estado norte-americano de Washington, se tornou, na última segunda-feira, dia 5, a primeira unidade federativa dos EUA a editar uma legislação nacional para garantir a neutralidade de rede.

O governador democrata Jay Inslee assinou a lei para impedir que empresas que vendem conexão possam bloquear conteúdos de aplicativos e serviços conectados, desacelerar a velocidade dessas plataformas ou priorizar o tráfego de empresas que paguem para seu serviço furar a fila.

“Hoje nós fizemos história. Washington será o primeiro estado na nação a preservar a internet aberta com nossa própria lei de neutralidade de rede”, afirmou Inslee, no Twitter.

Desde dezembro

Os Estados Unidos decretaram, em dezembro de 2017, o fim da neutralidade da rede no país. Isso significa que, por lá, as empresas estão autorizadas a vender “pacotes” de internet, como a TV a cabo faz.

Podem também bloquear o acesso a determinados sites e diminuir ou aumentar o tráfego de internet para serviços, sites e aplicativos específicos. Por exemplo, o acesso aos serviços como o Netflix pode ficar mais caro do que ao das redes sociais.

Brasileiros devem se preparar para a mudança?

No Brasil, a neutralidade da rede é protegida pelo Marco Civil da Internet. Felizmente, no começo do ano passado, quando a internet fixa ilimitada estava sendo ameaçada no país, a ex-presidente assinou o decreto que impedia as práticas desse tipo no país.

Mas, com a decisão dos EUA, há o risco de que as operadoras e provedoras do país comecem a pressionar a adoção por aqui também.

Em nota enviada ao UOL, o Sinditelebrasil, sindicato que reúne as maiores operadoras de telecomunicações do país, disse que é a favor da neutralidade da rede, mas que ela deve ser aplicada de forma “inteligente”.

Além disso, alegou que as operadoras defendem que não haja discriminação de conteúdos nem empresas, mas que elas possam gerenciar a rede do ponto de vista “técnico” para que os dados trafeguem da melhor forma possível.

Fontes: G1/UOL

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