Viagem marcada para os EUA? Fique atento a possíveis mudanças

Nesse domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que viajantes oriundos do Brasil serão impedidos de entrar nos EUA por conta da pandemia de Covid-19

Divulgação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto – e anunciou nesse domingo - que vai proibir a entrada no país de viajantes provenientes do Brasil por causa do novo coronavírus. A entrada passa a ser barrada a partir do dia 29 de maio.

Sendo assim, estrangeiros que tenham passado 14 dias no Brasil não poderão ingressar no país. Conforme reportagem do G1, a restrição não será aplicada a pessoas que residam nos Estados Unidos ou sejam casadas com um cidadão americano ou que tenha residência permanente no país, flhos ou irmãos de americanos ou residentes permanentes também poderão entrar, desde que tenham menos de 21 anos. Além disso, integrantes de tripulações de companhias aéreas ou pessoas que ingressem no país a convite do governo dos EUA também estão isentas da proibição.

E quem já estava com a viagem marcada, passagem comprada? Esse é o caso de um consumidor de Belo Horizonte (MG). Ainda na noite desse domingo, ele registrou no site do Reclame AQUI sua dificuldade de resolver essa questão. “Não consigo falar com a decolar para ter um posicionamento sobre minha viagem. Eu iria viajar para Orlando, mas agora saiu uma determinação do Trump sobre a proibição de viagens de brasileiros para os estados unidos. E a decolar não nos dá nenhum suporte”. 

Situação semelhante desse morador de Fernandópolis (SP), que já vem enfrentando dificuldades há algum tempo por conta de uma viagem aos Estados Unidos. Com a pandemia declarada, ele solicitou o estorno de uma passagem para Nova Iorque, mas agora, com o posicionamento do governo norte-americano, teve apenas a ida cancelada.

“Comprei uma passagem para NY. Logo depois que foi deflagra a pandemia pedi o estorno da passagem, uma vez que NY virou o epicentro da pandemia. A LATAM disse, através da Maxmilhas, que iria me dar uma resposta 2 dias antes do meu embarque. Pedi novamente o estorno e nada de retorno. Agora que o Presidente Trump proibiu a entrada de brasileiros nos EUA, a LATAM cancelou somente o meu vôo de IDA e não cancelou o da VOLTA. Como eu vou voltar se eu não pude ir. A LATAM não devolve o dinheiro da passagem, uma vez que não tem previsão de término dessa pandemia. Eu quero o estorno do dinheiro da minha passagem no meu cartão de crédito. Ao entrar em contato com a LATAM ela diz que o cancelamento tem que ser através da Maxmilhas, mas a Maxmilhas entra em contato com a LATAM e esta não lhe dá outra resposta a não ser aguardar. Mas a LATAM que é responsável de fazer o reembolso, uma vez que ela já recebeu o dinheiro da passagem”, registrou. 

 

O que dizem as companhias aéreas

O Reclame AQUI Notícias entrou em contato, nesta segunda-feira, com as assessorias de imprensa das maiores empresas aéreas brasileiras,  Latam Airlines, GOL e da Azul Linhas Aéreas, para entender como as companhias aéreas vão proceder nesse caso e quais orientações dão aos consumidores. 


Seguem os posicionamentos:

 

Azul Linhas Aéreas

"Por enquanto nossas operações para Fort Lauderdale e Orlando estão mantidas. Caso haja alguma mudança em nossa malha, nossos Clientes serão avisados". 

 

Latam Airlines

"A LATAM Airlines Brasil acompanha o tema e seguirá as restrições que foram decretadas. A empresa destaca que possíveis alterações em sua malha serão informadas oportunamente.
Atualmente a companhia opera a rota São Paulo-Miami com três frequências semanais".

 

GOL
"A companhia não está operando voos para os EUA. Estamos com todas as operações internacionais suspensas desde 23 de março, sem previsão de retorno".  

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