Veja os principais setores afetados pela paralisação dos caminhoneiros

Até agora, aeroportos, transporte público, supermercados e postos de combustível foram atingidos

Rodolfo Buhrer/Reuters

O Brasil entra hoje no 4º dia de greve dos caminhoneiros. Desde segunda-feira (21), as rodovias federais e estaduais do país estão interditadas por caminhoneiros que protestam contra a alta dos preços do diesel. Já são 23 estados brasileiros mais o Distrito Federal que sofrem com a paralisação.

Confira alguns dos setores mais afetados: 

Aeroportos

A greve não só afeta o trânsito terrestre, como também o aéreo. A paralisação tem prejudicado a distribuição e abastecimento de combustíveis de aviões nos aeroportos de São Paulo, Palmas, Maceió, Aracaju e Recife, que alertam que não possuem combustível suficiente para abastecer as aeronaves nos próximos dias.

Em Goiânia, Teresina, Campo Grande, Ilhéus, Foz do Iguaçu e Londrina, os aeroportos têm combustível para no máximo dois dias.

Em Brasília, o Aeroporto Internacional do estado suspendeu o pouso de aeronaves com pouco combustível. A decisão foi tomada pela barragem do acesso de caminhões com querosene de aviação (QAV) ao Distrito Federal.

Transportes Públicos

A manifestação também tem afetado as empresas de ônibus. Em São Paulo, a circulação das frotas reduziu em até 40% no número de viagens. Esta medida levou à formação de muitas filas em pontos de embarque, e a Prefeitura de São Paulo informou, na última quarta-feira (23), que suspendeu o rodízio municipal de veículos nesta quinta (24), por conta da manifestação.

No Rio de Janeiro, a frota em circulação foi reduzida. Segundo a Secretaria Municipal de Transportes do Rio, os consórcios de ônibus avisaram que não estão recebendo diesel nas garagens, devido à greve dos caminhoneiros. Também pediram que a prefeitura reforce aos órgãos de segurança pública e uma autorização para reduzir a frota nas ruas, até que a situação seja normalizada. 

No Grande Recife, os ônibus que circulam na capital sofreram uma redução de 8% no número de viagens realizadas, que equivale a menos 200 coletivos nas ruas. A medida emergencial foi tomada para evitar o desabastecimento de óleo diesel nas empresas que gerenciam o transporte.

Transporte escolar

A paralisação dos caminhoneiros nas rodovias em Mato Grosso afetou o transporte escolar. Com o estoque de combustível apertado, a prefeitura do município de Primavera do Leste decidiu suspender, nesta última quarta (23), o transporte de alunos de algumas escolas da cidade.

A Secretaria Municipal de Educação informou que será dada prioridade ao abastecimento de ônibus dos estudantes da zona rural, que apresentam mais dificuldades para a locomoção por causa da distância. O retorno das aulas depende do término da greve.

Mercados e feiras

Muitos comerciantes já estão sentindo o impacto da greve, que começou a afetar o preço e o abastecimento dos alimentos. Nos supermercados de Minas Gerais, Pará, Ceará e Sergipe, os hortifrutigranjeiros são os primeiros produtos a saírem do estoque, já que são perecíveis, e o atraso na entrega da categoria afetou a Central de Abastecimento dos Estados.

No Rio de Janeiro, o abastecimento do Ceasa, em Irajá, na Zona Norte do Rio, apenas 75 dos 340 caminhões que deveriam fazer entregas conseguiram chegar ao mercado na última quarta-feira (23). A saca com 50 quilos de batatas, que costuma ser vendida por R$ 70 ou R$ 80, já é comercializada por quase quatro vezes mais, entre R$ 250 e R$ 300.

Combustível

O maior motivo da greve dos caminhoneiros é justamente contra a alta dos preços do diesel. Mas a paralisação também fez com que o preço da gasolina aumentasse, gerando muitas reclamações dos consumidores. Em São Paulo, na região da Chácara Santo Antônio, o preço da gasolina subiu de R$ 3,85 para R$ 4,17 de um dia para o outro.

Na Zona Sul do Recife, o preço do litro da gasolina chegou a ser vendido a R$ 8,99 nesta última quarta (23) após o abastecimento dos postos de combustíveis ser afetado devido a greve. Em Olinda, postos fecharam por falta de combustíveis.

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Fonte: G1/Terra/Gazeta Online

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