Quais alimentos ficam mais caros no Brasil com a alta do dólar?

Produtos que dependem de matérias-primas importadas tendem a subir o preço

ArturVerkhovetskiy

Não só os brasileiros que pretendem viajar para o exterior devem se preocupar com a alta do dólar, que ultrapassou R$ 4 na última quarta-feira (22). Isso porque a vida do consumidor é mais afetada pelo valor da moeda do que se pensa - no supermercado, no transporte e nas compras.

Em relação aos alimentos, é esperado que devam atingir valores mais salgados. Carnes bovinas, suínas e de frango, café, soja, milho e açúcar são alguns deles. Mas por quê? Quando o dólar está mais caro, é mais vantajoso para o produtor vender os alimentos para países estrangeiros, o que causa menor oferta nos mercados e preços elevados ao consumidor local.

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O tradicional pãozinho francês, macarrão e biscoitos também entram na lista, já que suas matérias-primas essenciais, como o trigo, são importadas. O mesmo ocorre com a gasolina, que reflete o aumento do preço de passagens aéreas, transporte público e dos fretes.

Alimentos, eletrônicos e viagens

Além dos alimentos, componentes de eletrônicos e eletrodomésticos, como geladeiras e televisores, também ficam mais caros e sentem o impacto da alta do dólar, porque muitos usam matérias-primas importadas. Remédios feitos com insumos importados também podem ter alteração nos preços caso a moeda americana se mantenha alta por um período de tempo muito grande.

As viagens ao exterior, é claro, acabam sendo repensadas ou adiadas pelo brasileiro a partir da alta da moeda. Quem tem data marcada ou quer se preparar com antecedência, deve ficar sempre de olho na cotação. Toda pesquisa sobre companhias aéreas, hotéis, e seguros de viagem também são válidas antes de fechar um pacote. Para isso, você pode comparar a reputação das empresas pelo Reclame Aqui!

Fonte: O Globo

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