Prefeitura de Londres proíbe funcionamento do app Uber

Autoridades informaram que a empresa não possui requisitos para manter a licença

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A partir do dia 1º de outubro a Uber não terá mais permissão para funcionar em Londres. Isso porque a prefeitura decidiu não renovar a licença do aplicativo de caronas, que vence no dia 30 de setembro.

Em nota, a Transport for London (TfL), autoridade de transportes da cidade, informou que tomou a decisão por entender que a Uber não possui os requisitos necessários para manter uma licença.

"TfL considera que a abordagem e a conduta da Uber demonstram uma falta de responsabilidade corporativa em relação a uma série de questões que têm potenciais implicações de saúde pública e segurança", diz o órgão.

O TfL citou outros itens dentre os que geraram a recusa: a forma como a Uber lida com crimes sérios e obtém certificados médicos e documentos de checagem para seus motoristas, e o uso do Greyball, software que poderia servir para enganar as autoridades. O aplicativo tem até 21 dias para recorrer da decisão.

Empresa se defende

Em nota à imprensa, a Uber disse que vai questionar a decisão da prefeitura de Londres nos tribunais. A empresa diz que segue as regras e que a suspensão vai prejudicar 40.000 motoristas e 3,5 milhões de usuários na cidade. “Nós sempre seguimos à risca as regras da TfL [órgão municipal de transporte] ao reportarmos acidentes mais sérios e temos nos dedicado a trabalhar próximos à guarda metropolitana. Como já dissemos à TfL, uma análise independente concluiu que que a “Greyball” nunca foi usado ou considerado no Reino Unido pelo propósito citado pela TfL”, diz trecho do comunicado.

Mais: Veja seus direitos em casos de acidentes com a Uber

Atendimento está em queda no Reclame AQUI

O índice de solução da empresa segue em queda desde 2016 no Recalme AQUI, quando fechou o ano com 63,7%. Nos últimos 12 meses, caiu para 55,8%. Já nos últimos seis meses, a queda foi de mais de 10%, chegando à marca de 43,3%.

Em relação à reputação, o caminho foi o mesmo. A Uber fechou o ano de 2016 “Regular”, caiu para “Ruim” nos últimos 12 meses, e agora está como “Não Recomendada”.

Os cinco principais motivos de reclamações para a empresa entre janeiro e agosto deste ano foram: cobrança abusiva, estorno do valor pago, dificuldade de cadastro, cobrança duplicada e problemas com o motorista. Só neste período, foram mais de 11 mil reclamações registradas. Em 2016, foram 30 mil.

Fontes: Veja/Olhar Digital

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