Preço alto de gasolina e falta de combustíveis afetam os principais estados do país

Motoristas fazem filas para abastecer esta madrugada de quinta (24) e travam trânsito em SP

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Filas nos postos, preços subindo, falta de combustíveis. Os desdobramentos diante da greve dos caminhoneiros, que entra hoje no 4º dia consecutivo, são alarmantes. Motoristas das cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Brasília e Minas Gerais já se depararam com os transtornos da paralisação.

Em Recife, a gasolina chegou a ser vendida a R$ 8,99 e, em Brasília, a R$ 9,99. Mas, mesmo com os preços altíssimos, os consumidores preferiram garantir o abastecimento antes dos postos anunciarem a falta dos combustíveis. 

São Paulo

Na madrugada desta quinta-feira (24), os motoristas formaram longas filas para abastecer seus veículos com medo de faltar combustível na cidade de São Paulo. Em alguns postos da capital paulista a gasolina já acabou.

Na região da Chácara Santo Antônio, na Zona Sul, os motoristas fizeram filas para abastecer desde as 5h desta quinta (24) e travaram o trânsito para acessar a Marginal Pinheiros. Já não havia mais etanol, só gasolina. Além disso, o preço subiu de R$ 3,85 para R$ 4,17 de um dia para outro.

Em Osasco, em alguns postos onde há combustível, com a longa fila formada para abastecer, foi preciso acionar agentes do Departamento Municipal de Trânsito e de Transportes (Demutran) para auxiliar no trânsito local.

Recife

Na Zona Sul do Recife, o preço do litro da gasolina chegou a ser vendido a R$ 8,99 nesta última quarta-feira (23) após o abastecimento dos postos de combustíveis ser afetado pela greve. Em algumas unidades, o preço do litro da gasolina chega a ser anunciado por R$ 4,99.

Em Olinda, postos fecharam por falta de combustíveis. Na Zona Norte, os postos também estão sem funcionar. Um deles, que fica dentro do Carrefour, não possui nenhum tipo de combustível disponível.

O número de viagens realizadas pelos ônibus foi reduzido em 8% desde a manhã desta última quarta-feira (23). O Grande Recife Consórcio de Transporte informou que haverá “inevitável diminuição do número de viagens no horário de pico”, pois algumas empresas de coletivos podem paralisar as atividades já que funcionam com a reserva final de combustível.

Veja também: Carrefour limita 5 itens de cada produto para prevenir desabastecimento

Brasília

Todos os postos ainda com estoque de combustíveis na região central de Brasília têm fila devido ao receio de desabastecimento, gerando uma espera de mais de 3 km. Em um posto no centro de Taguatinga, a fila de carros chega a dobrar o quarteirão. Segundo os frentistas, das seis bombas, só restam gasolina em duas.

Devido aos protestos, ao menos sete postos no Distrito Federal ficaram sem estoque de combustível por volta das 12h: três em Taguatinga, um no Gama, um no Setor de Indústria e Abastecimento, um na Asa Norte e outro em Águas Claras.

Além disso, o alto preço do litro da gasolina não assustou os motoristas que mesmo assim, abasteceram seus carros com medo de ficarem sem o combustível. O litro da gasolina chegou a ser vendido a R$ 9,99 na madrugada desta quinta-feira (24).

Rio de Janeiro

No Rio, o diesel não chegou às garagens de ônibus, e os motoristas enfrentaram filas em vários postos na madrugada da quarta-feira (23). Há vários postos sem gasolina, diesel ou etanol na Zona Sul e na Zona Norte.

O Sindicomb Rio, sindicato do setor, avalia que nunca houve um desabastecimento tão grande nos postos da capital, embora esta não seja a primeira greve de caminhoneiros a atingir todo o país.

A falta de gasolina e diesel afetou o serviço de funcionamento de ônibus na região metropolitana. Por conta do aumento na demanda, o Metrô Rio anunciou um reforço em suas operações nesta quarta-feira (23).

Minas Gerais

A possibilidade de falta de combustível levou motoristas aos postos na noite desta última quarta-feira (23), em Belo Horizonte. Filas se formaram para abastecimento em todas as regiões da cidade e pelo menos 23 cidades já estão com falta de combustível, segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais (Minaspetro).

Assim, aconteceu em dois dos três postos de combustíveis da Av. Getúlio Vargas, que estavam trabalhando apenas com a venda do Diesel S10 devido ao término da gasolina e do álcool.

A greve não só afetou postos de combustíveis, como outros serviços também. Antônio Marcos Gonçalves, dono de um lava rápido em Itajubá, disse que de 11 carros marcados para lavagem, somente dois compareceram. “Alguns que são mensalistas também ligaram. Disseram a mesma coisa: vamos guardar o pouco de gasolina que temos. Nem todos conseguiram abastecer ontem”, relata o comerciante. 

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Fonte: G1/O Globo/UOL

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