Nizan Guanaes: As pessoas querem marcas verdadeiras, que entregam o que prometem

Comunicador Nizan Guanaes encerra o RA Trust XP 2020 com reflexões de comportamento no século 21 e esperança

Reclame AQUI

Se tem um profissional que sabe se reinventar, é o comunicador Nizan Guanaes. E o Reclame AQUI Trust Experience 2020 teve a honra de tê-lo no encerramento desta terceira edição. O comunicador participou de um bate-papo com o fundador do Reclame AQUI, e falou de futuro,  relacionamento entre consumidores e empresas, de como devemos encarar no século 21, mas, sobretudo, de esperança.

Confira trechos da conversa:

As empresas vivem de reputação

Dentro de reputação tem uma puta ação. Nunca vai fazer puta ação sem reputação. É forte, mas a pessoas lembram disso. Se uma empresa for vender algo para um bebê botar na boca, tem que ter reputação, se é um banco onde tem as economias das pessoas, um carro para a família viajar, precisa de reputação. Esta é uma sociedade de pessoas informadas, o quão conectadas com as notícias a pessoas estão!
 

Admiração por Luiza Helena Trajano

Nesse período de pandemia, fiz live todo domingo. Queria passar esperança para as pessoas e entrevistei todo tipo de celebridade. Qual a de maior sucesso - em respeito a todas as outras? A da Luiza Helena Trajano. E sabe por quê? Porque ela é real. Conheço ela há 10 anos. Este é o mundo das pessoas reais. Luiza e Fred pra mim são absolutamente complementares no sentido de que os dois falam de maneiras diferentes as mesmas coisas cada um. Performance e propósito, e é isso que o consumidor quer.  

O que o consumidor quer?

As pessoas querem marcas verdadeiras, que entregam o que falam. A pior coisa do mundo é quando uma marca exagera na promessa, é péssimo! É o mundo em transformação, todas as empresas têm demandas a serem alcançadas. Todo mundo tem um dever de casa: a indústria de fast food, de automóveis, plástico... porque o mundo está ficando exigente. E é importante que ele fique. A sustentabilidade é um norte, não é um ponto de chegada. A empresa tem que buscar ser querida, e não canonizada.
 

Como ficam pós-pandemia as empresas sem DNA do consumidor?

As pessoas ficam postergando o futuro, se fala muito e se pratica pouco. Na pandemia, o futuro chegou e se instalou como um acelerador. Passei a meditar, pelo Instagram, com o Tadashi Kadomoto. O que todo mundo precisa fazer? O consumidor já está fazendo, e a empresa precisa: uma meditação. Ela é um reset. Acalmar a mente. Precisamos fazer isso do ponto de vista empresarial; a pandemia é um festival de horrores. Mas uma imensidão de oportunidades. Uma crise é uma oportunidade muito grande para ser perdida. Estamos numa guerra contra um vírus.

E o cliente?

Cliente é um casamento. Você vai ficar casado, que é ouvir, falar, mandar flores e esquecer do cartão. É uma performance diária. Não é “meu” cliente, é cliente! Tem que conquistar diariamente e ter mentalidade de prestador de serviço. Fazer bem coisas básicas. E ter as coisas organizadas, aprender, anotar. Mentalidade de prestador de serviço é o que mais falta aos prestadores de serviço.

 

O desafio do século 21

O século 21 é tão desafiador... mas o futuro vem e mata também. Não mata fisicamente, mas enterra empresas, processos, negócios e vocês têm que enfrentar a transformação de frente. Antes, eu trabalhava com publicidade, hoje com estratégia. Para tudo isso tive que ter a capacidade de desapegar. Vamos ter que aprender e desaprender no século 21 de muita coisa.

 

Como é se reinventar?

O Uber é um negócio incrível. Pensar esse conceito de marketplace... quantos séculos levamos fazendo estoque?! Mas não é só a tecnologia que está disruptando as coisas. É o raciocínio diferente da startup up. A organização moderna se reúne de outra forma. A gente precisa ser leve, quem tem custo, tem medo. A nossa maneira de organizar é ter coisas e um mundo de contratos. Não adianta ser tecnológico, seu raciocínio mental tem que ser desse jeito também.

 

A gente tem que passar perspectiva

Eu estou aqui como um papel que todo mundo tem que ter nessa crise. Não se pode só pensar em si. A melhor maneira de pensar em si é pensar em todos. Não vamos sair dessa confusão sozinhos. A China tratou o problema como dela, mas é do mundo.  O nosso problema é problema de todos. O homem precisa fazer um grande reset. Este é o momento que cada cidadão tem que ser um estadista e é importante que a gente passe esperança. Se o tema é esperança, temos que esperançar todos nós. Os seres humanos não vivem sem esperança, não vivem sem sonho e não levantam sem energia. É preciso ter energia. Abracei pra minha tarefa de passar esperança para as pessoas.
 

Vai ter Natal!

Montei uma árvore de Natal no corredor da minha empresa e as pessoas passavam por ela e sorriam. Elas chegavam em casa com outra perspectiva. Não está fácil para ninguém, é isso que vamos fazer com nossas empresas. Está desafiador pra todo mundo. Bote sua cabeça no futuro.
Vai ter Natal, vai ter futuro, perspectivas novas e quem vai criar tudo isso não é o céu. Nós temos que fazer nossa parte, cada um de nós tem que ser uma árvore de Natal, que contribui com a vida dos outros. Acredite na sua capacidade de transformar. Monte sua árvore de Natal, esperance e vamos construir o século 21.

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