Mesmo com maior crise de água em SP, Alckmin recebe prêmio por gestão hídrica

Governador acredita que indicação foi merecida

Alan Marques/Folhapress

Apesar do rodízio de água não confirmado no estado São Paulo, muitos cidadãos, principalmente nas periferias, estão com a torneira seca em casa na maior parte do dia. Mesmo em plena crise de abastecimento, que já dura mais de um ano e meio, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) ganhou um prêmio da Câmara dos Deputados pelo seu trabalho à frente da Sabesp e da Secretaria de Recursos Hídricos.

A indicação do governador foi uma iniciativa do deputado federal João Paulo Papa (PSDB-SP), ex-prefeito de Santos. Segundo o político, Alckmin foi escolhido por governar o estado brasileiro que mais se aproxima da universalização do saneamento.

Alckmin venceu a categoria “Personalidades” da edição 2015 do Prêmio Lúcio Costa de Mobilidade, Saneamento e Habitação, e receberá o prêmio durante cerimônia no dia 13 de outubro, em Brasília.

‘Modéstia à parte, é merecido’

Diante do conhecimento da premiação, Alckmin declarou que "Modéstia à parte, é merecido". O governador esclareceu que "O prêmio não é para mim, mas para toda população de São Paulo, e ao esforço feito pela Secretaria de Recursos Hídricos e pela Sabesp”.

"São Paulo é hoje um modelo para o Brasil do ponto de vista de recursos hídricos. Por quê? Primeiro, não teve seca só em São Paulo. Teve em 1.500 municípios. O único ente federativo que deu bônus para evitar desperdício foi São Paulo. Nenhum estado, nenhuma prefeitura, nem o governo federal, ninguém fez nada. Nós demos o bônus", disse.

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O governador citou ainda outras ações realizadas pelo governo estadual e pela Sabesp, como a criação de uma multa para o aumento do desperdício; a interligação entre os seus sistemas que abastecem a Grande São Paulo; o uso de novas tecnologias, e novas parcerias para trazer a Grande São Paulo parte da água do Rio São Lourenço.  

Gravidade da crise

São Paulo passa pela maior crise hídrica de sua história. O Sistema Cantareira, principal fornecedor de água para a Grande São Paulo, operava quarta-feira, dia 23, com apenas 12,6% de sua capacidade, já contando suas duas cotas de volume morto.

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) informou que a falta de água em São Paulo foi resultado da falta de planejamento do governo paulista. O órgão relatou que a Secretaria Estadual de Recursos Hídricos (SSRH) recebeu vários alertas sobre a necessidade de um plano de contingência para eventuais riscos de escassez hídrica na Região Metropolitana de São Paulo. A pasta negou as alegações e disse que era impossível prever a estiagem.

Consumidor, como está o abastecimento de água na sua casa? Lembre-se de utilizar o Reclame AQUI Serviços Públicos para relatar as dificuldades que está enfrentando e exigir seus direitos diante da Prefeitura de sua cidade!

Fontes: G1/  Valor Econômico / Revista Fórum

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