Instituto Reclame AQUI e CEOs de grandes marcas se unem no projeto Reimaginando o Brasil

Grupo formado para debater uma nova agenda de ações para o cenário pós-pandemia se reuniu pela primeira vez nessa quinta-feira (18)

Reclame AQUI

O Instituto Reclame AQUI protagonizou na noite dessa quinta-feira (18) um momento histórico ao reunir mais de 30 CEOs de grandes empresas brasileiras para dar início a uma série de debates dentro do projeto Reimaginando o Brasil.

Liderado pelo fundador e CEO Global do Reclame AQUI, Mauricio Vargas, em parceria com o fundador do E-Commerce Brasil, Tiago Baeta, o start foi dado em torno do tema “Qual o papel das grandes empresas na nova realidade econômica e social que se abre com a pandemia no Brasil?”.

A ideia, a partir daí, é que o grupo desenvolva, nas próximas reuniões, futuras ações e diagnósticos de setores como economia, educação, social e possa colaborar em mudanças de uma agenda positiva para o Brasil pós-pandemia de Covid-19.

“Demos o primeiro passo nas discussões de futuras ações que podemos construir juntos e contribuir para mudanças positivas para o Brasil, não só na economia, mas nos mais diversos setores. Além disso, durante essa primeira conversa, pudemos ver que estamos no caminho certo de alinhamento para uma nova realidade que certamente vai impactar o cenário de negócios do país”, analisa Mauricio Vargas.

"Quando o safety car reorganiza a corrida, nem tudo retorna ao que era"

Durante a reunião, alguns CEOs de empresas como Nextel, Youse, Hotel Urbano, Wine, Magalu, CVC, apresentaram suas experiências para enfrentar o ponto alto da crise instaurada pelo novo coronavírus e compartilharam suas percepções de futuro dentro das corporações.

De acordo com o CEO do Magalu, Frederico Trajano, dois pontos como propósito da marca e a digitalização nortearam as ações da empresa. “Fortalecemos os propósitos e valores corporativos para crescer como empresa e proteger nossos colaboradores. Conseguimos mostrar isso por meio das nossas ações com os consumidores também, e o Magalu já colhe os frutos dessas atitudes. Quando falamos em velejar, é sobre o marinheiro, e não sobre o vento. E o nosso novo normal tem que ser atender bem o cliente”.

Para Vargas, as palavras-chave do novo cenário serão reputação, transparência e ética, considerados básicos, mas que passaram a ganhar força e serem despertados recentemente dentro das companhias. "Quando o safety car entra na pista, nem tudo volta ao que era, as mesmas posições. No caso das empresas é a mesma coisa", explica Vargas, em uma analogia à Fórmula 1.

Por consequência, planejamento e revisão de práticas atuais são ações emergenciais nas companhias, pontos também levantados por Roberto Rittes, CEO da Nextel, e reiterados por Patricia Cansi, CXO do Reclame AQUI: “as empresas têm resistência em pensar no que pode dar errado. Essa pandemia foi a chance que elas percebessem que isso está fora de controle, mas que precisam se preparar”.

Alguns dos empresários que participaram da primeira reunião do projeto Reimaginando o Brasil


Digital x Relacional

Enquanto algumas empresas pensam em agir depois da pandemia, outras agiram durante a pandemia, o que o grupo considera as com maiores chances de superar a fase com sucesso. José Eduardo Mendes, investidor da Hotel Urbano, salientou que a capacidade de se reinventar da empresa resiliente é o que vai contar nos próximos passos dados economicamente, diante de uma mudança radical, já em andamento, do mercado.

“O ideal de equilíbrio que as marcas vão precisar alcançar é a combinação do digital com o calor humano. E todos já sabemos disso. Isso vai refletir nas nossas companhias, vai depender de como vamos atingir esse ideal para operarmos e estar em dia com nossos públicos”, finalizou Rogério Salume, fundador e conselheiro da Wine.

Na reta final desse primeiro encontro, a unanimidade foi em torno de uma aposta: que as próximas empresas unicórnios brasileiras vão se formar na crise. Alguém duvida?

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