Hospitais e unidades de saúde suspendem cirurgias e sofrem com falta de materiais

Alguns informam não ser mais possível garantir o cuidado a pacientes se paralisação continuar

SectoR_2010

Os hospitais e unidades de saúde estão enfrentando falta de alimentos, ambulâncias paradas, dificuldades de acesso para médicos e funcionários e problemas no recolhimento de lixo por conta das manifestações dos caminhoneiros, que entra em seu 8º dia nesta segunda-feira (28).

Uma carta assinada por 106 hospitais privados de todo o país informou não ser mais possível garantir o cuidado a pacientes a partir desta segunda (28) se a paralisação continuar. As entidades de saúde públicas já sofrem com a falta de combustível e materiais, o que causa cancelamento de cirurgias agendadas e outros atendimentos, como exames eletivos e de rotina.

Veja a situação dos estados:

  • São Paulo: cirurgias eletivas nos hospitais municipais estão adiadas, para guardar insumos para os atendimentos de urgência e emergência. Também está suspensa a remoção de pacientes para exames eletivos e de rotina nas Unidades Básicas de Saúde (UBS);
  • Goiás: ambulâncias do Samu e hospitais têm condições de operar até sábado (2), mas algumas cirurgias eletivas foram suspensas no interior do estado por falta de insumos;
  • Distrito Federal: suspendeu atendimento primário nas UBS, ambulatórios de especialidade e cirurgias programadas. Os servidores dessas áreas vão reforçar urgências e emergências;
  • Minas Gerais: cirurgias agendadas foram suspensas e ambulâncias circulam com restrição;
  • Rio de Janeiro: cirurgias eletivas estão suspensas na rede estadual, estoque de sangue está baixo e com falta de doadores;
  • Santa Catarina: cirurgias agendadas estão suspensas na rede estadual e em 15 hospitais particulares ou filantrópicos.

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Fonte: G1

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