“Homem Pateta”: Polícia alerta para perfis que têm assustado crianças

Redes sociais com conteúdos associados a terror e mensagens que podem induzir ao suicídio estão na mira a Polícia Civil de Santa Catarina

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Não é de hoje que as redes sociais têm sido usadas por pessoas mal intencionadas para atingir as crianças. Recentemente, a Polícia Civil de Santa Catarina identificou perfis de redes sociais que têm assustado crianças na internet com conteúdo de terror e mensagens que podem induzir ao suicídio. 

Alguns têm como pano de fundo a Disney como forma de atração. Os responsáveis por esses perfis usam máscaras (com as feições deformadas), disfarces que remetem ao personagem Pateta, tanto que têm sido chamados de “Homem Pateta”. Na última sexta-feira (26), a Revista Pais&Filhos publicou uma teportagem sobre o assunto também.

"Esses perfis têm poucas postagens e desafiam as pessoas a segui-los e enviar uma mensagem privada. Feito isso, é só esperar o retorno deles, que se dá através do envio de mensagens, vídeos, áudios ou até mesmo de uma ligação por vídeo ao vivo. O conteúdo da resposta tem a intenção de causar desconforto, medo e, em alguns casos, tenta provocar o suicídio", explicou o agente da Polícia Civil Ivan de Souza Castilhos. 

Polícia Civil de Santa Catarina, junto com o Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional (NIS) do Tribunal de Justiça de Santa Catarina e a Coordenadoria Estadual da Infância e da Juventude (Ceij) divulgaram na última semana um alerta para pais, professores e responsáveis por jovens e crianças sobre o assunto.

Conforme explica reportagem na página do Tribunal de Justiça de SC, a origem desses perfis se deu em 2017 em países de língua espanhola, sendo muito conhecidos no México. Porém, recentemente foi identificada uma migração para o Brasil. São perfis criados por imitadores, com conteúdo já em português.
 

Relembre outros casos

Em setembro de 2019, o Reclame AQUI, publicou uma matéria sobre um golpe que usava a Turma da Mônica para induzir crianças a exporem dados de cartões dos pais. Os criminosos pediam às crianças para informar o “número do cartão de crédito da mamãe”, “os 3 numeruzinhos atrás” e a data de expiração.

E também em 2019, Momo, um personagem que aparecia em vídeos infantis, ensinava as crianças a atentarem contra a própria vida.

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