Governo confirma aumento da luz; vários bairros ficam sem energia

Na madrugada desta segunda-feira, dia 29, o paulistano viveu momentos de alerta. O temporal que atingiu toda a cidade começou por volta de 0h20 e durou cerca de 10 minutos. As rajadas de vento atingiram 96 km/h no Aeroporto de Congonhas, local de medição do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE). Os bairros mais atingidos pela chuva foram Vila Mariana, Ipiranga, Campo Belo e Jabaquara.
 
Além de derrubar dezenas de árvores, as chuvas também provocaram sete pontos de alagamento durante a madrugada e causaram a interrupção da energia em vários lugares. A Eletropaulo afirmou que mais de três mil raios atingiram a área de concessão da empresa na hora da tempestade, principalmente nas zonas Sul e Norte da capital paulista e nas cidades do ABC.
 
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Ironia do destino ou reflexo de um despreparo da cidade para lidar com reflexos de mudanças climáticas, dois dias antes do caos que aconteceu em São Paulo, A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que foi fixada para janeiro bandeira tarifária de cor vermelha para os consumidores de todos os estados do país, com exceção do Amazonas, Amapá e Roraima (que ainda não estão interligados com o sistema nacional de energia elétrica).
 
A definição da bandeira de cor vemelha, lembrou a Aneel, significará um acréscimo de R$ 3,00 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos no mês que vem.
 
O aumento da energia acontecerá porque, em janeiro de 2015, começará a vigorar o sistema de bandeiras tarifárias - que contará com as cores verde, amarela e vermelha - indicando as condições de geração de energia no país. O sistema funcionará como um "semáforo de trânsito", sinalizando nas contas de luz o custo de geração de energia para o consumidor.
 

Conta de luz de R$ 100 terá acréscimo de R$ 6 em SP

Hoje, um cliente residencial da Eletropaulo, em São Paulo, por exemplo, paga R$ 100 para um consumo mensal de cerca de 240 quilowatts-hora (kWh). Em janeiro, com a bandeira tarifária, a conta de luz para a mesma quantidade de consumo subirá para pelo menos R$ 106.
 

O que significam as bandeiras?

Segundo o órgão, a bandeira verde significa "custos baixos" para gerar a energia e nenhum acréscimo na tarifa. A bandeira amarela, por sua vez, indica um sinal de atenção, pois os custos de geração estão aumentando e a tarifa sofre acréscimo de R$ 1,50 para cada 100 quilowatt-hora (KWh) consumidos. 
 
Já a bandeira vermelha sinaliza que a oferta de energia para atender a demanda dos consumidores ocorre com maiores custos de geração, como, por exemplo, o acionamento de grande quantidade de termelétricas para gerar energia, que é uma fonte mais cara do que as usinas hidrelétricas. Nesse caso, a tarifa sofre acréscimo de R$ 3,00 para cada 100 KWh consumidos.
 

Adequar o consumo ao preço

Com as bandeiras, haverá, portanto, uma sinalização mensal do custo de geração da energia elétrica que será cobrada do consumidor, com acréscimo das bandeiras amarela e vermelha. Essa sinalização dá, ao consumidor, a oportunidade de adaptar seu consumo, se assim desejar.
 
"O sistema de bandeiras é para o consumidor poder reagir ao momento de preço. Para o conumidor conhecer quanto está custando naquele momento e consumir de uma maneira consciente. É uma ferramenta a mais para melhor adequar o consumo. Se estamos em um momento de escassez e custo alto, por exemplo, ele colabora consumindo menos e isso tem um benefício para o sistema", afirmou o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, neste mês.
 
Está prevista para o dia 30 de janeiro a divulgação das bandeiras tarifárias para o período de fevereiro.
 

Bandeiras já são divulgadas

A Aneel lembrou que, em "caráter educativo" e para facilitar a compreensão do sistema, 2013 e 2014 foram estabelecidos como anos testes e a Agência divulgou mês a mês as bandeiras em funcionamento nesse período.
 
No ano de 2014, foi acionada a bandeira amarela no mês de janeiro para todos os subsistemas (Norte, Nordeste, Sul, Sudeste/Centro-Oeste), e no restante do ano (com o acionamento das usinas térmicas) a bandeira vermelha para todos os subsistemas, informou a Aneel.
 
Fonte: G1
 
 

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