Entenda o que é tarifa branca e se ela te ajudaria na economia de luz

Preço de energia muda ao longo do dia de acordo com horário de pico de cada região

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Deste o primeiro dia de janeiro deste ano, os brasileiros passaram a ter a opção de adotar a tarifa branca de energia. Trata-se de uma novidade que oferece luz mais barata em horários que fogem daqueles de pico tradicional.

A mudança para esse tipo de consumo não é obrigatória. Para saber se valerá a pena, é importante saber como é o funcionamento. Confira o especial sobre o assunto!

Hoje, não há diferença na conta de luz se o cidadão usa mais energia de manhã ou à noite, na segunda ou na sexta. O preço é o mesmo para qualquer horário ou dia da semana. Para quem optar pela tarifa branca, o preço da energia mudará ao longo do dia e será diferente para dias úteis e fins de semana.

Nos dias úteis, são três faixas de preço: horário de pico, intermediário e fora de pico. Nos fins de semana e feriados nacionais, valerá apenas o preço do horário fora de pico. Mas qual é o horário de pico? E o intermediário? Isso pode variar de uma região do país para outra, de acordo com os horários em que os consumidores daquele local mais usam energia, segundo Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). As empresas de cada região deverão informar quais são os horários. 

Faixas de preço

Horário de pico

Tem a energia mais cara de todas. É o período de três horas em que os consumidores daquela empresa mais usam energia.

Horário fora de pico

Tem a energia mais barata de todas. Vale para as demais horas.

Horário intermediário

O preço da energia fica no meio termo: mais barato que no horário de pico, mas mais caro que no horário fora de pico. Será aplicado uma hora antes e uma hora depois do horário de pico.

Qualquer um pode optar pela tarifa branca?

A disponibilidade da tarifa é gradativa. Em 2018, vale para quem consome 500 kWh (quilowatts-hora) ou mais por mês, em média. São os pequenos comércios e indústrias e casas grandes, que consomem muita energia.

Em 2019, valerá para quem consome de 250 kWh a 500 kWh por mês, em média. Também são pequenos comércios e indústrias, em geral, mas de menor porte. Nesse grupo estão cerca de 20 milhões de consumidores.

Em 2020, passa a valer para a maioria das famílias brasileiras, que têm consumo médio entre 150 e 200 kWh por mês, de acordo com a Aneel.

Como toda regra, há exceções. As pessoas que pagam tarifa social não podem aderir à tarifa branca. De acordo com a Aneel, o desconto que elas recebem é maior que o que poderiam ganhar com a branca.

Os grandes consumidores, como as indústrias, que fazem parte de uma rede de energia diferente, de média e alta tensão, também não podem aderir. Segundo a Aneel, já pagam uma tarifa variável desde a década de 1980.

Como descobrir se a mudança vale a pena para mim?

Para decidir se vale a pena aderir à tarifa branca, é preciso avaliar com cuidado os hábitos de consumo, porque se fizer a opção errada, a conta pode acabar subindo bastante. Por exemplo: em que horários sua família usa os aparelhos que mais consomem energia, como chuveiro elétrico, ar condicionado e ferro de passar roupa?

Se for no horário de pico da sua região, então não vale a pena optar pela tarifa branca. Agora, se for fora do horário de pico, pode ser uma boa opção. Para quem estuda ou trabalha à noite, é uma boa opção, já que a casa fica vazia no horário de energia mais cara.

Como aderir à tarifa branca?

Procure a concessionária de energia da sua região (Eletropaulo, Light, CPFL, Cemig, entre outras) por telefone ou em um posto de atendimento. A empresa terá 30 dias para instalar na sua casa, gratuitamente, um aparelho que mede o consumo nos diferentes horários.

Se não gostar da mudança, posso voltar atrás?

Sim, pode, mas só depois de 30 dias. Procure a empresa e informe que quer voltar à conta de luz convencional. Agora, se mudar de ideia mais uma vez e quiser adotar novamente a tarifa branca, precisará esperar mais 180 dias.

Além disso, se tiver algum problema com a tarifa, Reclame AQUI!

Fonte: UOL

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