Energia terá quase 50% e gasolina 9% de alta no acumulado do ano

Apesar dos aumentos, valores são menores dos que os estimados pelo Governo

Carlos Severo / Fotos Públicas / Arquivo

O preço da energia elétrica deve subir 49,2% neste ano, segundo estimativa divulgada pelo Banco Central nesta quinta-feira, dia 10. A previsão consta da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) – realizada na semana passada, que manteve os juros básicos da economia estáveis em 14,25% ao ano. Em julho, a previsão do BC era de uma alta maior para a energia neste ano: de 50,9%.

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Com a decisão do governo, as contas de luz dos brasileiros podem sofrer em 2015, ao todo, aumentos ainda superiores aos registrados no ano passado.

Aumento vem desde 2012

O custo de produção de eletricidade no país vem aumentando principalmente desde o final de 2012, com a queda acentuada no armazenamento de água nos reservatórios das principais hidrelétricas do país.

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Para poupar água dessas represas, o país tem usado mais termelétricas, que funcionam por meio da queima de combustíveis e, por isso, geram energia mais cara. Isso encarece as contas de luz. Entretanto, também contribui para o aumento de custos no setor elétrico o plano anunciado pelo governo ao final de 2012 e que levou à redução das contas de luz em 20%.

Gasolina

Para a gasolina, o Banco Central estimou um aumento de 8,9% em 2015 - patamar um pouco inferior ao apontado em junho deste ano, na reunião anterior do Copom. Na época, o BC projetava uma alta de 9,2% para a gasolina em todo este ano.

No começo deste ano, o governo anunciou aumento da tributação sobre a gasolina, por meio da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), do PIS e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Essa alta foi repassada para os preços.

Gás e telefonia

O Banco Central estimou ainda, na ata do Copom divulgada na manhã desta quinta-feira, que o preço do gás de cozinha deve ter um aumento de 15% neste ano (contra a previsão anterior, feita em junho, de um aumento de 4,6%). Recentemente, a Petrobras anunciou um reajuste do preço do gás de cozinha.

Para a telefonia fixa, a expectativa da autoridade monetária é de uma queda de 3,5% em 2015 (em julho, o BC estimava uma queda menor, de 3%).

Com a alta da tributação sobre gasolina e fim de repasses para a conta de luz, o Banco Central informou que prevê, para o conjunto de preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros), um aumento de 15,2% neste ano. Em junho, a estimativa era de uma alta de 14,8% em 2015.

Fonte: G1

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