Energia elétrica: bandeira vermelha continua no mês de junho

Depois do mês de maio, a dor de cabeça de todos os consumidores brasileiros deve ser prolongada, já que a bandeira tarifária continua vermelha em junho, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A bandeira vermelha representa um acréscimo de R$ 5,50 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. A partir de 1º de maio de 2015, o sistema de bandeiras também começou a ser aplicado aos consumidores atendidos pela Amazonas Energia, pois conforme Despacho nº 1.365/2015, a distribuidora passou a fazer parte do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Pelo sistema de bandeiras, as cores verde, amarela e vermelha indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração de eletricidade. 

Dessa forma, o consumidor poderá identificar a qual bandeira o mês corresponde e reagir a essa sinalização com o uso consciente da energia elétrica, sem desperdício. Neste mês, por exemplo, como a bandeira se mantém na cor vermelha, os custos para gerar energia ainda são os mais altos.

Bandeira vermelha desde que o sistema se iniciou

O sistema de bandeiras tarifárias foi implementado em janeiro e desde então, se mantém com a bandeira vermelha. Segundo dados divulgados pela Aneel, nos primeiros três meses de 2015, os brasileiros já pagaram R$ 2,4 bilhões a mais nas contas de energia por conta da cobrança da bandeira.

As bandeiras tarifárias são uma conta a mais para o consumidor pagar?

Não. As bandeiras são uma forma diferente de apresentar um custo que hoje já está na conta de energia, mas que geralmente passa despercebido. Antes das bandeiras, as variações que ocorriam nos custos de geração de energia, para mais ou para menos, eram repassados até um ano depois, no reajuste tarifário seguinte. Agora, as bandeiras sinalizam, mês a mês, o custo de geração da energia elétrica que será cobrada dos consumidores.

Se o cidadão reduzir seu consumo, a sua bandeira muda de cor?

Não de forma direta. A cor da bandeira é definida mensalmente e aplicada a todos os consumidores, ainda que eles tenham reduzido seu consumo. Mas a redução do consumo pode diminuir o valor da conta ou, pelo menos, impedir que ela aumente. Além disso, quando os consumidores adaptam seu consumo ao sinal de preço eles estão contribuindo para reduzir os custos de geração de energia do sistema. 

Fonte: Idest / Valor Econômico

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