E aí, vai pagar no débito, no crédito ou no pré-pago?

Nova modalidade de cartões já movimenta o mercado. Saiba quando vale a pena ter um pré-pago

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A tradicional pergunta “vai pagar no débito ou no crédito?” ganhou mais uma opção: no pré-pago. Sim, isso certamente você só tinha ouvido quando se tratava de telefone celular, mas essa modalidade agora também se encaixa nas opções de pagamento.

Aos poucos, esse tipo de cartão se populariza e seu uso cresce entre o público que não tem conta em bancos, não quer enfrentar as anuidades ou que teme ficar endividado com os cartões de crédito convencionais.

Mas como é o cartão pré-pago?

O conceito do cartão pré-pago é semelhante ao do cartão de crédito, mas usado na função débito. E sem a necessidade de ter vínculo com bancos. Complicou? Vamos lá: enquanto o cartão de crédito você consome e só paga depois que a fatura chega, o pré-pago vai descontar do saldo colocado nele sempre que há consumo, ou seja, o dono do cartão é quem o abastece com um valor de sua preferência.

Os créditos colocados no cartão são descontados na hora. O consumidor paga pelo que usa. Esse tipo de cartão não tem anuidade, mas pode ter tarifas para a recarga, por exemplo (isso varia conforme a empresa) e, em alguns casos, custo de aquisição.

No 1° semestre de 2019, pré-pagos movimentaram R$ 7,4 bilhões

De acordo com informações da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), os cartões pré-pagos representam hoje 0,9% do universo de cartões. Para se ter uma ideia, no primeiro semestre de 2019 os cartões em geral movimentaram no Brasil R$ 850 bilhões, e só os cartões pré-pagos foram R$ 7,4 bilhões. Neste mesmo período, das 10,3 bilhões de transações feitas pelos brasileiros, 142,5 milhões foram transações de cartões da modalidade pré-pago.

Para Edu Neves, CEO Brasil do Reclame AQUI, o que tem acelerado o uso dos pré-pagos são os meios de pagamento digitais. E por consequência, essa modalidade de cartão alimenta o surgimento de fintechs. “Por exemplo, uma pessoa com conta em banco pode passar pagamento na maquininha de um profissional não-bancarizado. O pagamento é depositado no cartão pré-pago desse profissional, uma e-wallet (carteira virtual)”. Ele acrescenta que o mercado tende a se tornar algo virtual, “mas hoje o Brasil tem uma cultura muito forte do plástico(cartões físicos), diferente da China, que pulou para o digital e fortaleceu esse sistema”.

População sem conta em banco se beneficia para comprar

Ricardo Miragaia, especialista em gestão de empresas, avalia que em um país com população muito desbancarizada como o Brasil, o cidadão ter acesso ao pré-pago é uma forma de poder comprar bens com valores mais relevantes. “Se uma pessoa ganha R$ 1.000 de salário e precisa comprar uma geladeira, por exemplo, ela não tem banco, não consegue parcelar no cartão. E como faz? Ela se utiliza desse sistema da mesma forma como se usa no celular pré-pago e ela mesma se dá o limite de gasto”.

Os vales alimentação e refeição, por exemplo, são uma espécie de pré-pagos, mas eles têm finalidade específica e são regulamentados para isso. “Se fossem genéricos, seriam considerados cartões de pagamento de salário, o que muitas empresas já usam. Outro uso muito comum que se faz hoje são os jovens que querem comprar crédito para jogos online, não têm CPF para ter cartões, então os pais compram, abastecem e os filhos usam”, salienta.

Fonte: G1/Serasa/Abecs

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