Dono de restaurante dá desconto a clientes por terem filhos educados

Pais foram premiados com 5% a menos na conta, o que equivaleu a 13 euros

Reprodução

O proprietário de um restaurante da Itália deu um desconto de 13 euros – aproximadamente 41 reais – a clientes apenas por terem “filhos educados”. Os veículos de imprensa e a opinião pública italiana viram o caso com positividade.

O dono explicou em entrevista ao jornal "Corriere della Sera" que realizou este gesto por conta do bom comportamento das cinco crianças que acompanhavam seis adultos.

Ele explicou que depois da refeição, as crianças se dedicaram a colorir papéis e fazer contas de multiplicar que trouxeram de casa, deixando seus pais comer em paz, assim como os outros clientes do local. Afirmou ainda que não decidiu dar o desconto por publicidade, mas porque "era um espetáculo muito lindo ver como as crianças interagiam entre eles, com essa compostura" enquanto seus pais degustavam vinhos.

Os pais das crianças, de entre quatro e seis anos, foram premiados com um desconto de 5% na conta, o que equivaleu a 13,05 euros.

O proprietário comentou que teve a ideia de um restaurante de Miami que premia as crianças que se comportam de maneira tranquila, e que, embora em sua enoteca não exista por norma esta oferta, não duvidaria em "voltar a fazer isso com outras crianças com a mesma atitude".

Crianças em restaurantes

No ano passado, um restaurante de São Paulo divulgou que não permite crianças menores de 14 anos, por entender que “não está adaptado para recebê-las”. O caso foi alvo de críticas e, por isso, procuramos opiniões de especialistas.

Para o advogado com especialidade em direito de família e do consumidor, Luciano Oscar de Carvalho, não existe nada que impeça de o restaurante delimitar o seu público por idade. "O que não pode é restringir por raça, condição social ou opção sexual. Isso sim é preconceito". Para ele, o estabelecimento pode impedir crianças se entender que não tem condições para acomodá-las.

Em entrevista ao site Mães de Peito, a advogada Priscila Cavancanti tem opinião contrária. Para ela, a decisão do restaurante fere vários artigos da Constituição Federal, uma vez que, se o local aceita "pessoas", não pode limitar por conta da idade, raça, escolha religiosa etc. "Isso é uma discriminação em relação à criança que é um cidadão jovem e não pode acontecer", relata.

Carvalho lembra que o Estatuto da Criança e do Adolescente garante a integridade física e proteção integral e, para ele, isso inclui não colocar crianças em locais insalubres. "Vai muito dos pais, mas acho que não seja correto levar criança onde haja muita gente consumindo bebida alcoólica ou fumando", entende o advogado.

Para o especialista, o restaurante que impede crianças não infringe nenhuma lei. "Existem muitas opções para levar filhos. Não vejo razão para tanta polêmica nesse tema".

Fonte: G1

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