Desabastecimento de Ritalina no país gera mais de mil queixas no Reclame Aqui

Medicamento foi o produto mais procurado no site neste ano

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Os brasileiros estão, há meses, enfrentando o desabastecimento da Ritalina, medicamento utilizado no tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), nas farmácias.

Não por acaso, as buscas no Reclame Aqui pelo medicamento subiram consideravelmente do final do mês de maio para cá, se tornando o produto mais buscado do site neste ano.

As reclamações a respeito da Ritalina ultrapassaram 1 mil. Foram 28 queixas de janeiro até abril, contra 1.078 de maio - quando começou o desabastecimento - até o dia 10 de setembro.

“Estou procurando Ritalina a mais de duas semanas, e sempre escuto que está em falta no mercado. Isso é um absurdo, paguei pela consulta, estou com uma receita com data, pode vencer e não encontro (...), o laboratório tem que repor as farmácias é muita falta de respeito com o consumidor”, reclamou um consumidor de Minas Gerais.

Estados com mais queixas

Há relatos da falta do medicamento tanto na rede pública quando nas farmácias das cidades, que parece ter afetado todo o país. A maior parte das queixas no Reclame Aqui foram feitas por consumidores de São Paulo (24%), Minas Gerais (14%), Rio Grande do Sul (14%), Rio de Janeiro (10%) e Paraná (7%), respectivamente.

Previsões de abastecimento

Ao Reclame Aqui Notícias, o laboratório Novartis, fabricante da Ritalina e da Ritalina LA no Brasil, disse que o abastecimento de ambas as substâncias foi reestabelecido durante o mês de agosto, e que a normalização aos pacientes pode levar 60 dias.

“Ritalina é um medicamento com importação de seu princípio ativo e a Ritalina LA é um medicamento importado. O desabastecimento de curto prazo foi gerado por vários motivos, incluindo uma demanda maior do medicamento do que a prevista, impossibilitando uma reação rápida. Somado a este fato, a aprovação da cota de importação regulamentar e processo de importação do produto levou um tempo maior do que o planejado”, relatou a empresa por nota.

O laboratório disse ainda que não houve qualquer impacto na qualidade, segurança ou eficácia do produto, e que “notificou a ANVISA de forma preventiva e está tomando todas as providências ao seu alcance para regularizar o fornecimento, pois entende a importância da continuidade no tratamento dos pacientes”.

Em caso de dúvidas sobre o tema, os pacientes podem usar o Reclame Aqui, ou entrar em contato com a Novartis pelo e-mail sic.novartis@novartis.com e telefone 0800-888-3003.

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