Correios se tornarão operadora de celular a partir de fevereiro

A estatal promete simplicidade e clareza na prestação do serviço. Inicialmente serão vendidos apenas planos pré-pagos

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As operadoras de telefonia frequentemente estão nos rankings das empresas mais reclamadas no Reclame AQUI, já que não é de hoje que os consumidores se veem muitas vezes insatisfeitos com o serviço fornecido por elas. Diante desse cenário, com a proposta de uma prestação clara e simplificada, uma nova concorrente entra em jogo.

A partir de fevereiro deste ano, o Brasil ganhará uma nova operadora de telefonia celular: os Correios. Sim, a estatal terá uma operadora móvel virtual (MVNO, na sigla em inglês), que mira o público das classes C e D e aposta na alta capilaridade dos serviços da empresa, com 12 mil agências, para alavancar a distribuição.

O plano vem de longa data. O primeiro registro de que os Correios tinham o interesse em tornar-se uma MVNO é de 2014, com a autorização do Ministério das Comunicações para que a empresa começasse a operar dessa forma. A proposta é aproveitar a força da marca dos Correios para alcançar 1 milhão de usuários até o fim do ano.

Entenda: Linhas pré-pagas podem ser automaticamente canceladas

Como MVNO, os Correios, que possuem reputação "Não Recomendada" no Reclame AQUI, não terão infraestrutura própria. A estatal fechou acordo com a empresa EUTV, também conhecida pelo nome fantasia Surf Telecom, para prestação do serviço. Curiosamente, a Surf também é uma MVNO, que usa a infraestrutura da TIM para operar nacionalmente.

Promessas

Os Correios prometem simplicidade e clareza na forma como prestam seu serviço. Uma pesquisa da empresa diz que a maioria do público não confia nas companhias, e que não vê clareza sobre como seus créditos são gastos. O objetivo é deixar muito claro quantos gigabytes de dados, quantos minutos de chamadas e quantas mensagens SMS estão inclusas no plano contratado. A empresa também aposta em sua marca, vista como uma das instituições mais confiáveis do Brasil, ao lado da família e do Corpo de Bombeiros, de acordo com Ara Minassian, coordenador do projeto.

A ideia inicialmente é vender apenas planos pré-pagos, e tanto os chips quanto as recargas poderão ser comprados nas agências pelo Brasil. Mais detalhes devem ser revelados em fevereiro, quando ocorrerá o lançamento do serviço.

Fonte: Olhar Digital

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