Correios: reclamações de atraso na entrega cresceram 14% em 2018

60 mil consumidores reclamaram da demora no serviço nos últimos anos

Reclame Aqui

Escolher um produto sem sair de casa, escapar das filas e não pagar estacionamento de shoppings: as vantagens de fazer uma compra por lojas virtuais são inúmeras. Mas, o atraso na entrega do serviço dos Correios está dando muita dor de cabeça aos consumidores nos últimos anos.

Para se ter ideia, de 2016 para 2017, o aumento das queixas no Reclame AQUI sobre atraso na entrega para os Correios foi de 28%. De 2017 para 2018, o aumento foi menor, mas também aconteceu - foi de 14%.

O mês com maior número de queixas é, normalmente, dezembro, por conta do Natal e também pela Black Friday, que acontece em novembro e gera reclamações de produtos não recebidos.

Por nota, a estatal informou ao Reclame AQUI Notícias que o aumento no tráfego de encomendas entre 2016 e 2017 contribuiu para um maior número de registros de reclamações de clientes.

"Diante desse cenário, em 2018 os Correios adotaram medidas para melhorar a qualidade da prestação de seus serviços (...). No ano passado, a qualidade operacional dos Correios no segmento de encomendas, que é concorrencial, chegou a 99%, ou seja, a cada 100 objetos, 99 foram entregues rigorosamente dentro do prazo. Vale lembrar que, diariamente, a empresa entrega mais de um milhão de encomendas em todo o país, número muito superior ao dos outros concorrentes do mercado", ressaltou a empresa.

As reclamações gerais também cresceram nos últimos anos. Em 2016, a estatal fechou o ano com 32 mil queixas e, em 2017, 40 mil. No ano passado, das 60 mil reclamações, 23 mil foram sobre atraso na entrega.   

Fornecedor também é responsável

O diretor de operações do Reclame AQUI, Diego Campos, explica que a entrega é um serviço que está embutido no contrato de compra e venda no momento que o cliente efetua o pagamento. “A empresa é tão responsável quanto o entregador da encomenda final. Ela responde pelo parceiro logístico que seleciona para fazer a entrega”, explica Campos.

“A partir do momento que a empresa atrasou, ela já infringiu o Código de Defesa do Consumidor, é uma quebra contratual. Embora o cliente não assine o contrato fisicamente, ele colocou o produto no carrinho com preço e valor de frete estabelecidos, e efetuou o pagamento. Trata-se de um contrato de compra e venda, e a data estimada de entrega é uma clausula contratual”.

Portanto, caso o consumidor sinta-se lesado, já é passível de buscar formas de ser ressarcido.

Não atendimento no Reclame AQUI

Os Correios somam, no total, 133 mil queixas de 2016 a 2018 no Reclame AQUI, e nenhuma delas foi respondida. Consequentemente, a estatal fechou todos os anos com reputação “Não Recomendado” no site.

Ainda por nota, a empresa explicou que "responde apenas às reclamações registradas nos canais oficiais (pelo telefone 0800-725-0100 ou pela internet em http://www2.correios.com.br/sistemas/falecomoscorreios/) e nos órgãos de defesa do consumidor". 

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