Confira 10 comerciais barrados pelo Conar. Você concorda?

Amana Dultra/Correio 24 horas
Em época de Copa do Mundo, o que mais vemos pelas ações publicitárias é a paixão do torcedor sendo usada e abusada para as campanhas das empresas. E é justamente nesse excesso de abuso ou excesso de cuidado que o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, o Conar, está de olho.
 
Lembra daquele comercial do Compadre Washington, por exemplo, que ele canta a mulher que sai da piscina, chamando-a de ordinária? Pois é, o Conar pediu para alterar por considerar falta de respeito. O que você acha?
 
Confira a lista de 10 casos que o Conar atuou. Ah, e deixe sua opinião sobre as decisões!
 

1. Comercial "Rádio Compadre" - Bom Negócio, Classificados Grátis!

No dicionário, ordinária significa comum. Por isso, quando chamamos uma reunião ou alguém de extraordinário é porque aquilo ou aquela é fora do comum. Simples! Mas a tolerância do público parece cada vez menor com relação aos comerciais exibidos na televisão. A campanha do site de classificados Bom Negócio, criada pela NBS, que viralizou e virou meme com o bordão “Sabe de nada, inocente”, pronunciado pelo cantor Cumpadi Washington, protagonista do comercial. De acordo com o Conar, o filme recebeu aproximadamente cinquenta reclamações e vai sofrer alterações para continuar circulando.
 
A alegação dos consumidores? Uma maioria constituída por mulheres acha que o termo “ordinária”, dito no comercial, é ofensivo e extrapola os limites do humor. A decisão pela alteração foi escolhida por unanimidade. Assista ao vídeo.
 

2. Claro fixo trote Ronaldo

Filme para TV da Claro, que mostra o jogador Ronaldo passando um trote telefônico no colega Neymar, atraiu reclamações de consumidores, que aludiram a ato ilegal (previsto na legislação penal) e o efeito deseducativo da mensagem, tanto mais por ser encenada por atletas que atraem a atenção de menores de idade.
 
A campanha foi suspensa pelo Conselho de Ética. Veja o vídeo!
 

3. Chucky Visa

O Conar recebeu reclamações de consumidores contra filme para a TV da Visa, no qual figura um boneco personagem de filme de terror. Os consumidores consideram que por se utilizar de elemento do universo infantil, o filme inspira medo nas crianças. Em sua defesa, anunciante e agência defenderam o óbvio apelo humorístico da peça publicitária.
 
O Conselho de Ética, por maioria de votos, aceitou as explicações e recomendou o arquivamento da representação, seguindo sugestão do autor do voto vencedor. Assista!
 

4. Comercial Olla Poderosa Anitta

Diversos consumidores queixaram-se de apelo excessivo à sensualidade em campanha em rádio e TV do preservativo Olla. Anunciante e agência negam tal interpretação, considerando éticas as peças publicitárias.
 
A relatora recomendou a alteração do planejamento de mídia da campanha, de forma que ela seja veiculada apenas em faixas horárias e veículos consumidos majoritariamente por maiores de idade. Seu voto foi aceito por unanimidade. Vídeo do comercial.
 

5. Guarana Antarctica apresenta: Papelzinho, com Neymar

O Conar decidiu arquivar o processo aberto contra o comercial do Guaraná Antarctica, da Ambev, no qual Neymar aparece fazendo pegadinhas com estrangeiros. O órgão recebeu mais de 120 reclamações de consumidores que consideraram que a propaganda ridicularizava os estrangeiros e promovia o "deboche" e a "trolagem" dos turistas.
 
Até a Comissão de Direitos Humanos da Câmara encaminhou ao Conar um pedido de retirada do ar do comercial. O requerimento, de autoria do deputado Marcos Rogério (PDT-RO), argumentou que a propaganda "promove o bullying com estrangeiros no Brasil". Os conselheiros do Conar entenderam que não houve ofensa ou ridicularização na campanha e o processo foi arquivado, em decisão unânime. Lembre da campanha!
 

6. Brahma Seleção Especial Granja Comary 

Um consumidor se sentiu enganado pela propaganda da edição especial da cerveja Brahma e entrou com uma queixa no Conar. A publicidade da Ambev, dona da marca Brahma, diz que a edição especial da cerveja tem cevada plantada na Granja Comary, centro de treinamento da Seleção Brasileira de Futebol.
 
O Conselho pode julgar a reclamação improcedente, pedir a alteração da publicidade ou determinar a sua suspensão. Veja o vídeo.
 

7. Axe: Duas gostosas e um sortudo

Uma consumidora enviou e-mail ao Conar considerando haver desrespeito às mulheres e apelo excessivo à sensualidade em filme promovendo o desodorante Axe, veiculado em mídias sociais. Nele, duas moças se massageiam e passam a despir um homem vendado enquanto aspergem o desodorante no corpo dele.
 
A relatora concordou com o teor da denúncia e propôs a sustação agravada por advertência à Unilever, voto aceito por maioria. Assista antes que suma da internet!
 

8. Asepxia - bullying

Cerca de 20 consumidores consideraram que anúncio em TV do produto Asepxia, destinado ao combate da acne, encerra desrespeito e ofensa aos portadores da doença, ao exibir adolescente sendo ridicularizada pelos colegas.
 
Em sua defesa, a anunciante nega a intenção do anúncio em constranger, fixando-se, isso sim, em apresentar soluções práticas para o problema da acne. O relator não concordou com esse ponto de vista e deu razão aos reclamantes, propondo a sustação do anúncio. 
 

9. Se não tem Chester, não tem a magia do Natal

Consumidores queixaram-se ao Conar de filme para TV do chester Perdigão, veiculado durante o Natal de 2013. Disseram-se constrangidos por afirmação contida no filme, de que sem o produto a ceia "fica esquisita". Também consideram que o anúncio estigmatiza quem se chama Isabel - nome da personagem que deixa de oferecer chester à família.
 
Anunciante e agência aludiram ao evidente bom humor do filme e informaram que escolheram tal nome por conta apenas de uma rima. A relatora votou pelo arquivamento, por não ver ferida nenhuma das recomendações do Código. Veja a campanha!
 

10. Skol Piriguete e Brahma

Este caso não foi para a TV, mas para as ruas de Salvador durante o Carnaval 2014. A Cervejaria Petrópolis denunciou ao Conar dois outdoors de produtos da concorrente Ambev, veiculados na capital da Bahia em desacordo com as recomendações do Código. Por considerar haver clara infração às regras éticas, o relator recomendou a sustação liminar das peças.
 
Em sua defesa, a Ambev comunicou ter havido equívoco na produção dos outdoors e que, tão logo cientificada do problema, determinou imediata alteração deles. O relator confirmou a sua impressão inicial, mantendo a recomendação de sustação, agravada por advertência à Ambev. Seu voto foi aceito por unanimidade.
 
Fonte: Conar
 
 

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