Conar investiga Diletto e suco Do Bem por contarem histórias irreais

O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária está investigando as empresas Diletto (sorvetes) e Do Bem (do suco Do Bem) devido a histórias criadas e contadas por elas mesmas, por meio de embalagens e peças publicitárias. Segundo os consumidores as informações do chamado ‘storytelling’ não são verdadeiras. 
 
A empresa de sorvetes conta que o avô de um dos era quem criava sorvetes e teria sido uma inspiração para criação da marca. Já do suco Do Bem, que as frutas vinham de uma fazenda no interior de São Paulo. Tudo história criada.
 
E você, compraria um produto que lhe vendeu uma história irreal? E se a história for verdadeira, mas o produto estragado? E o cigarro, por exemplo, que são vendidos com alertas de que faz mal à saúde e, mesmo assim, são consumidos. O que você acha?
 

Sobre os processos

Os processos contra as marcas Diletto e Do Bem, abertos no dia 3 de novembro, investigam as histórias contadas sobre as empresas, criadas por elas próprias - o chamado "storytelling".
 
A denúncia cita uma reportagem publicada na revista Exame, “Toda empresa quer ter uma boa história. Algumas são mentira”, da jornalista Ana Leal.
 

Storytelling

A técnica de criar ou divulgar histórias envolvendo a empresa e a marca é conhecida como "storytelling". As narrativas criam tons humanizados para as marcas, comovem consumidores, promovem valores - assim, elas se destacam no mercado entre tantos concorrentes.
 

O que contou a Diletto

A Diletto diz, por exemplo, que os picolés da marca nasceram com Vittorio Scabin, avô do fundador da marca. Dizem que ele fabricava sorvetes na Itália e veio para o Brasil fugindo da Segunda Guerra Mundial.
 
Mas, como a reportagem de Exame mostra, o tal Nonno Vittorio nunca existiu. “Reconheço que posso ter ido longe demais na história", disse Leandro Scabin, fundador da empresa.
 

História do suco Do Bem

A empresa diz que as laranjas são fresquinhas e vêm, por exemplo, da fazenda do senhor Francesco, do interior de São Paulo. Muitos consumidores se identificam com o lado "orgânico" e "familiar" da marca. "Eco-friendly".
 
Os consumidores, nesse caso, reclamam que a propaganda é enganosa, porque parece que pequenos agricultores estão sendo diretamente beneficiados pela Do Bem. A reportagem da Exame mostra, contudo, que gigantes como Brasil Citrus fornecem as laranjas para a Do Bem - e também para várias outras empresas do ramo.
 

Notas oficiais

Diletto e Do Bem serão notificadas e terão dez dias para encaminhar suas defesas, que devem ser julgadas na reunião de 11 de dezembro.
 
A Diletto enviou uma nota oficial dizendo que divulga uma história "lúdica" para transmitir os valores da empresa.A Do Bem diz que os agricultores que fazem parte da comunicação da Suco do Bem de fato existem e são colaboradores atuais. Mas, pelo crescimento nos últimos anos, outros fornecedores foram incorporados.
 
Fonte: Exame
 
 
Veja também:

Faça um comentário