Brasil lidera ranking mundial de professores mais mal pagos

Um ranking internacional elaborado pela consultoria Gems Education Solutions compara a eficiência dos sistemas educacionais de vários países e, não por acaso, o Brasil é o lanterninha. O estudo foi feito em setembro do ano passado, mas volta à tona no momento polêmico em que o país vive em relação à redução dos benefícios previdenciários dos professores do Estado, que geraram revoltas e greves.

No ranking, é levado em conta parâmetros como salários dos professores, condições de trabalho na escola e o desempenho escolar dos alunos. O Brasil aparece como um dos últimos em termos de salário pago aos professores, por exemplo.

O valor que os educadores brasileiros recebem (US$ 14,8 mil – R$ 45,5 mil por ano, calculado por uma média de 15 anos e usando o critério de paridade de poder de compra) fica imediatamente abaixo do valor pago na Turquia e no Chile, e acima apenas de Hungria e Indonésia. Os salários mais altos são na Suíça (US$ 68,8 mil – R$ 211,9 mil) e na Holanda (US$ 57,8 mil – R$ 178 mil). (Conversão do dólar referente ao dia 4 de maio).

Os professores brasileiros também são responsáveis por mais estudantes na sala de aula: 32 alunos, em média, para cada orientador, comparado com 27 do Chile, que está segundo lugar, e menos de 8 em Portugal.

Sistema educacional brasileiro é o mais ineficiente da lista

Combinando fatores como estes com o desempenho dos alunos – entre os piores entre os países pesquisados – a consultoria coloca o sistema educacional brasileiro como o mais ineficiente da lista.

"Nossas conclusões sugerem que o Brasil deveria cuidar do salário dos professores para alcançar o objetivo da eficiência educacional", diz o relatório. Para a consultoria, a meta seria um salário quase três vezes maior que o atual.

Além desses fatores, dados mostram as debilidades no gasto educacional brasileiro. Na educação pública, o gasto foi o segundo menor de todos os países da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e parceiros – US$ 3.066, contra uma média de US$ 9.487. O país ficou em 34º no ranking de 35 países da organização.

Em resumo, os professores brasileiros são mal pagos, fazem parte de um sistema educacional ineficiente, e ainda sim concentram o maior número de alunos na sala de aula.

Fonte: G1

Leia tudo sobre

Educação Ranking

Faça um comentário