Boleto com desconto falso gera mais de 2 mil reclamações

Prática tem como alvo consumidores endividados com empresas de telecomunicações

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Queixas sobre golpes são cada vez mais recorrentes no Reclame Aqui. Diariamente, muitos consumidores recebem mensagem por SMS ou e-mail com uma grande "oportunidade": quitar sua dívida com desconto de 50%, mas era um golpe. Só neste ano já foram registradas 2.061 reclamações com o termo boleto falso, configurando um aumento de 40% em relação ao mesmo período do ano passado.

Muitos relatam que recebem um e-mail da prestadora de serviço principalmente de telefonia e tv a cabo, que ele está com a dívida, oferecendo um desconto imperdível. Geralmente essas mensagens possuem dados pessoais do cliente, portanto ele paga e só após continuar recebendo alertas de cobrança, ou quando cortam o serviço, percebe que caiu em um golpe.

Diego Campos, diretor de operações do Reclame Aqui destaca a situação mais comum. "Eles acreditam que pagaram um boleto legítimo, quitaram a dívida com o fornecedor do serviço e estão se queixando que ou sinal ainda não está habilitado, ou que ele ainda continua recebendo avisos de cobrança, que ele acredita que não deveria estar mais.”

Este é o caso dessa consumidora de São Paulo, que pagou o boleto falso e seu sinal foi cortado. “Recebemos um boleto dia 12/04 sobre uma campanha de desconto da fatura que estava em atraso do dia 25/03, efetuamos o pagamento, só que o nosso sinal foi cortado, ao entrar em contato com a empresa, a mesma informou que trata-se de um boleto falso”

Paguei o boleto falso, e agora?

Segundo Danilo Christófaro, advogado e sócio do escritório Fernandes Christófaro Advocacia, se o consumidor caiu no golpe, pode entrar em contato amigavelmente com a loja ou o banco, conforme o caso, e pedir o ressarcimento. Se nenhum deles quiseram ressarcir, o consumidor pode buscar o judiciário.

"A empresa emissora do boleto tem o dever de prestar um serviço de qualidade, que envolve, dentre outras obrigações, a de zelar pela segurança dos clientes e das operações que realiza, como a emissão do boleto. Esse é um risco inerente ao negócio de quem emite boletos, e esse risco não pode ser repassado ao consumidor", conclui.

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