Aplicativo que envelhece o rosto ameaça sua privacidade?

Atividades como as do FaceApp são um dos atrativos preferidos dos golpistas

Reprodução

Pelo menos 100 milhões de pessoas já baixaram o FaceApp, o aplicativo que envelhece o rosto e virou febre entre os famosos. Mas, você conhece os riscos que um aplicativo “desconhecido” como este pode trazer?

Não existe qualquer suspeita de que o FaceApp represente algum perigo para quem o utilizou. Mas a velocidade com que um pequeno aplicativo conquista milhões de downloads acaba deixando o bom senso em segundo lugar. E é assim que muita gente deixa de fazer perguntas simples, como “de onde veio isso?”

O aplicativo

Criado pela empresa russa Wireless Lab, o FaceApp se baseia em um tipo de inteligência artificial, conhecida como rede neural, para analisar rostos e os transformar de diversas maneiras.

Para brincar com os filtros, as pessoas precisam autorizar que o aplicativo tenha acesso a uma série de informações pessoais, como as mídias. Por isso, a preocupação de especialistas é que os criadores do app estejam se aproveitando da popularidade dos filtros para construir uma grande base de dados de rostos, na teoria autorizada pelos usuários.

Semana passada, o blog Tecfront, do UOL, detalhou os Termos de Uso e a Política de Privacidade do FaceApp. Entre outras coisas, as regras dizem que, ao usar o app, você concede "uma licença perpétua, irrevogável, não exclusiva, isenta de royalties, global, totalmente paga e transferível para usar, reproduzir, modificar, adaptar, publicar, traduzir, criar trabalhos derivados, distribuir, executar publicamente e exibir o Conteúdo do Usuário e qualquer nome, nome de usuário ou imagem fornecidos em conexão com o seu Conteúdo do Usuário em todos os formatos e canais de mídia agora conhecidos ou que venham a ser desenvolvidos no futuro, sem qualquer direito à remuneração para você".

Atrativos preferidos dos golpistas

Atividades como as desse aplicativo têm um apelo muito forte e são um dos atrativos preferidos dos golpistas, porque a diversão e o humor sempre convidam os usuários a baixar a guarda. Por isso, assim como muitos serviços que vêm de graça no mundo da tecnologia, é preciso tomar cuidado com as intenções do criador da plataforma.

O diretor-presidente do InternetLab, ONG que promove debates em direito e tecnologia, recomenda aos usuários evitar fazer login por meio do Facebook. Além disso, Joana Varón, diretora executiva da Coding Rights, organização de defesa de direitos humanos na internet, aconselha ler, pelo menos, os trechos que falam sobre o compartilhamento de dados e políticas de segurança.  

Leia: Empresas participam de evento sobre LGPD no Reclame AQUI

Fonte: Olhar Digital/UOL/G1

Faça um comentário