Anvisa interdita lote de leite condensado Fazendeira

Produto foi reprovado após resultado insatisfatório em teste de contagem de bactéria

Reprodução/Baduy

O lote de número 0681M1, com validade até 17 de janeiro de 2018, do leite condensado da marca Fazendeira foi interditado em todo território nacional pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A medida foi adotada depois que um laudo do Laboratório Central Noel Nutels, do Rio de Janeiro, reprovou o produto após o lote ter resultado insatisfatório no teste de contagem de Estafilococos Coagulase Positiva.

Segundo a Anvisa, o teste é utilizado para medir a presença de estafilococos em alimentos. Estafilococo é um tipo de bactéria relativamente comum, mas que pode provocar dor de barriga e vômitos. Por isso, o controle da presença deste tipo de bactéria em alimentos tem um limite rígido. A medida é preventiva e vale por 90 dias até que seja feita a contraprova.

Empresa se posicionou

Em nota pública, a fabricante Baduy e Cia Ltda. esclareceu que, preocupados com a qualidade e a segurança dos produtos que oferecem, exercem um severo controle em todas as etapas do processo de fabricação dos produtos, desde a seleção dos ingredientes até a fase final de embalagem e distribuição.

“A qualidade e a uniformidade dos nossos produtos seguem rigorosamente os requisitos regulamentares pelo MAPA/DIPOA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento /Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal)”, diz a empresa, informando ainda que não há registros no SAC ou em qualquer outro órgão com reclamações do produto Leite Condensado Fazendeira com data de fabricação do dia 17/01/2017 Lote 0681 M1.

Para garantir e certificar a qualidade do produto, a Baduy e Cia Ltda solicitou imediatamente a realização de laudo técnico Certificado pelo Laboratório IBERPHARM No. 140213-74 para pesquisa de microrganismos patogênicos, incluindo Contagem de Estafilococos Coagulase Positiva, no mesmo lote de produtos questionado. A empresa, que possui reputação "Bom" no Reclame AQUI, ressalta que o laudo realizado pelo instituto não apresentou nenhuma irregularidade, como mostra o certificado.

O que o consumidor deve fazer?

De acordo com a Anvisa, o recomendável é que este produto não seja consumido para evitar prejuízos à saúde, especialmente em pessoas mais vulneráveis como crianças, idosos ou pessoas que já estão doentes.

A Anvisa e as vigilâncias sanitárias dos estados e municípios são responsáveis pela fiscalização deste tipo de produto do ponto de vista da saúde. Caso o consumidor acredite que foi lesado e deseja ser ressarcido, ele poderá procurar um órgão de defesa do consumidor e abrir uma reclamação para a empresa.

Fonte: O Globo

Faça um comentário