Aeroporto de SP é fechado por mau tempo e reflexos atingem viajantes

Segundo a Infraero, até as 11h foram 21 voos cancelados e outros 55 com atrasos

ReclameAQUI Notícias

Na manhã desta quinta-feira (5), o aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, ficou fechado por mais de uma hora devido à falta de visibilidade provocada pela neblina que atingiu a região. Mas até agora, os reflexos dessa situação estão atingindo os viajantes.

As decolagens ficaram interrompidas desde as 6h, quando o terminal é aberto, até as 7h06. Já os pousos só foram liberados somente às 7h25. Segundo a Infraero, até as 11h foram 21 voos cancelados, outros 55 com atrasos e dez pousos foram alternados para outros aeroportos.

Foi o que aconteceu com o voo do rio-pretense Fabio Polotto, de 33 anos, que atrasou mais de uma hora e meia no aeroporto de Congonhas. O consumidor conta que seu voo para São Luís do Maranhão, com conexão em Brasília, estava marcado para as 9h30 da manhã, mas só conseguiu embarcar às 11h.  

As 14h, o ReclameAQUI Notícias entrou novamente em contato com ele. “Cheguei em Brasília para fazer a conexão e tive que ficar por aqui. Cancelaram o meu voo e ainda não tenho informações de quanto tempo mais vai demorar. Neste exato momento, estou em uma fila imensa para que algum funcionário da companhia aérea me diga que providências serão tomadas. Estou indo para o Maranhão a trabalho e preciso chegar logo ao destino”.

Quais são os meus direitos?

O objetivo é assegurar ao consumidor o direito à informação e a reparação material em caso de problemas com o voo, por isso, a resolução 141/2010 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) regulamenta o direito dos passageiros em casos de voos atrasados, cancelados, ou então por impedimento do embarque por excesso de passageiros, o chamado overbooking.

Reembolso: garante a devolução integral do valor pago pelo bilhete em caso de atraso superior a quatro horas, cancelamento do voo ou overbooking. O ressarcimento deve ser imediato se a passagem estiver quitada, e se tiver sido paga com cartão de crédito com parcelas a vencer, deve seguir a política da administradora do cartão.

Assistência material: a partir de uma hora de atraso, a companhia deve oferecer ao passageiro facilidade de comunicação, como ligação telefônica e acesso à internet. A partir de duas horas, fica garantida também a responsabilidade da empresa pela alimentação. E a partir de quatro horas de espera, o consumidor tem direito a acomodação em lugar adequado e, quando necessário, serviço de hospedagem.

Mau tempo: por mais que a chuva ou a neblina não sejam culpa da empresa aérea, ela não pode deixar de prestar assistência e informar devidamente o tempo de atraso do voo ou do cancelamento. Por outro lado, se o consumidor se atrasar e perder seu voo por causa do mau tempo, ele tem o direito a outra passagem ou a receber seu dinheiro de volta, já que o não comparecimento ao aeroporto se deveu a razões alheias à sua vontade.

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Fonte: Idec

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