Adeus às amarelinhas: lâmpadas de 60 watts incandescentes param de ser vendidas

(imagem: Reprodução / Internet)

Apesar de a lâmpada incandescente de 60 watts ser o modelo mais utilizado pelos brasileiros e estar há mais de cem anos iluminando nossas casas, a partir de hoje, dia 1º de julho, o consumidor não as encontrará mais disponíveis para compra nos estabelecimentos comerciais.

A mudança leva em conta a eficiência energética, principalmente no momento em que o Brasil atravessa uma escassez de chuvas que deixa os reservatórios das usinas hidrelétricas em níveis críticos. A alteração atende também ao cronograma estabelecido pela Portaria Interministerial 1007, de 2010, que fixou índices mínimos de eficiência luminosa para fabricação, importação e comercialização das lâmpadas incandescentes de uso geral em território brasileiro.

Fabricantes, importadores e comerciantes que não atenderem à legislação, portanto, estarão sujeitos a penalidades previstas em lei, com multas que variam de R$ 100 a R$ 1,5 milhão. A fiscalização no varejo será feita por fiscais dos Institutos de Pesos e Medidas (Ipem), órgãos delegados do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) nos estados.

As lâmpadas incandescentes acima de 75W e 100W já haviam deixado de ser comercializadas em 30 de junho de 2014. As lâmpadas de 25 e 40 watts pararam de ser produzidas na última terça-feira, dia 30, mas poderão ser comercializadas por até mais um ano.

Opções que restam são mais econômicas

O consumidor tem agora três opções de lâmpadas domésticas: lâmpadas fluorescentes compactas, lâmpadas incandescentes halógenas e lâmpadas LED. Todas elas são mais caras do que a incandescente, mas gastam menos energia e duram mais, portanto o saldo final é positivo.

(imagem: Reprodução / G1)

As fluorescentes compactas são quatro a cinco vezes mais eficientes do que as incandescentes, economizam cerca de 70 a 80% de energia para produzir o mesmo volume de luz e têm uma vida de 6 a 10 vezes maior. Já as lâmpadas LED têm uma eficiência de 80 a 90% superior às incandescentes e uma vida de 25 a 30 vezes maior. As incandescentes halógenas têm uma eficiência cerca de 20% maior e cerca do dobro de vida.

Segundo o Inmetro, uma família que mora em uma casa de dois quartos gasta, em média, R$ 20 a R$ 30 por mês para iluminar a residência com lâmpadas incandescentes de 60W, ao passo que se optar por lâmpadas fluorescentes compactas terá seus gastos mensais reduzidos para até R$ 4.

Fonte: G1

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