Entenda o recado do Reclame AQUI neste Dia do Consumidor

On Hold Music Festival foi o primeiro dedicado ao tempo que os clientes esperam por atendimento

ReclameAQUI

Um dia histórico! O primeiro show do On Hold Music Festival, que agitou a cidade de São Paulo e fez muito barulho na frente de três grandes empresas brasileiras, foi acompanhado de perto por toda a equipe do Reclame AQUI. A jornalista Letícia Gamero acompanhou, minuto a minuto, a repercussão das ações das ruas direto do escritório, logo nas primeiras horas do dia. E nas ruas, o jornalista Diego Viñas testemunhou cada passo da produção, nos três locais.

No Reclame AQUI

O escritório do Reclame Aqui nunca esteve tão silencioso. Às 9h de 15 de março, Dia do Consumidor, a equipe não estava se aguentando de ansiedade. Em poucos minutos começaria o primeiro show do On Hold Music Festival. Sabíamos o que estava por vir: uma ação ousada, mas com gostinho de vingança, que mostraria às empresas que não é nada legal esperar horas por um atendimento.

Desde a criação do Reclame Aqui, em 2001, sabemos que toda a empresa tem problemas, boa é aquela que consegue resolver. Infelizmente, ainda existem as que não respeitam seus clientes. São aquelas que fazem os consumidores passarem horas ao telefone ouvindo músicas chatas à espera de um atendimento que possa resolver seus problemas. Por que não, então, fazê-las provarem do próprio veneno?

Junto da agência Grey, que também criou O Jantar da Vingança e A Arte da Espera, lançamos o primeiro festival de música dedicado ao consumidor brasileiro. O repertório das bandas Far From Alaska, Supercombo e Medulla foi composto pelas adoradas – só que não - músicas clássicas que são tocadas na espera do SAC de quase toda empresa. A apresentação do festival ficou nas mãos de ninguém menos que Maurício Meirelles, que levou com intensidade e bom humor essa forma de protesto que percorreu a cidade de São Paulo.

Um festival dedicado a todas as empresas

Os locais de cada “palco” foram as portas de três empresas – uma de logística, uma de infraestrutura e um banco. Se você se perguntou como foi feita a escolha de cada uma delas, nosso diretor de marketing, Felipe Paniago, responde: “Selecionamos algumas empresas que são mal qualificadas em nosso site pelo atendimento telefônico. Cada banda tocou pelo tempo médio de espera no SAC das instituições: 28, 35 e 45 minutos”.

Mas é importantíssimo saber um fato. Não revelamos o nome delas por um motivo muito simples: nossa intenção não foi expor essas três empresas específicas. Nós as usamos para representar todas aquelas que fazem um atendimento de baixa qualidade e, é claro, mostrar a indignação de todos os consumidores brasileiros com essa situação.

Em resumo, às 17h desse mesmo Dia do Consumidor, o escritório do Reclame Aqui, que há poucas horas estava inquieto com o resultado da campanha, se encheu de alegria. Estávamos comemorando o sucesso de todo o trabalho realizado para que o On Hold desse certo. Afinal, no fim das contas, nossa intenção nada mais foi do que dar um chacoalhão nas empresas brasileiras, para que reflitam diante de seus serviços e atendimentos e tomem atitudes para mudar esse cenário.

Bastidores nas ruas

Imagina chegar com dois caminhões numa rua da maior cidade do país e, como quem não quer nada, montar nada menos que um palco pra subir uma banda e tocar em média 30 minutos em frente a três grandes empresas brasileiras! Não, não foi uma tarefa fácil! Nos três palcos do On Hold Music Festival, foram diversas surpresas para uma das ações mais inusitadas do Reclame AQUI. E acredite: não houve incidentes ou imprevistos, tirando uma vez que a polícia apareceu.

Um dos desafios foi garantir uma "senhora" vaga para estacionar um caminhão-palco e um utilitário com um gerador gigante. Para isso, boa parte da produção madrugou com diversos carros para cumprir com essa primeira missão.

Depois que as bandas começaram a tocar, a reação das pessoas que passavam no local foram, na maioria, bem parecidas: começavam com um ar de desaprovação, uns tampando os ouvidos, caras sisudas, depois ficavam claramente desconfiados, parados, tentando entender o que estava acontecendo ali. Em segundos, liam as mensagens descritas no palco improvisado que avisava "Essa empresa aí em frente deixa o consumidor esperando (...) ouvindo músicas de espera. Hora de dar o troco". Aos poucos, alguns esboçavam um sorriso, sentiam-se representados, vingados. Não era difícil flagrar alguém batendo palmas, sozinho, ou dizendo "isso é que é manifestação".

Foi possível ver pessoas das próprias empresas "atingidas" vibrando. Queriam tirar fotos, queriam curtir e até posaram para as fotos com a camisa da ação distribuídas pelas pessoas da produção. Pelas janelas, tentavam filmar pelo celular, fazer algum registro. Imagine como isso repercutiu dentro das empresas!

Mas estávamos nas ruas, onde tudo podia acontecer. Alguém gritou que um carro da polícia estava chegando, a banda ainda nem estava pronta, mas pediram que tocassem antes que mandassem todo mundo embora. Mas o carro passou reto. Assim como agentes de trânsito que, depois de tudo armado, saíram de fininho. Ninguém queria encarar aquela bronca, exceto o segurança de uma das empresas que acionou o 190 logo no primeiro minuto. Vieram duas viaturas, duas motos da Rocam, mas ficaram ali, parados, esperando o cronômetro do palco que indicava 25 minutos para o fim. Ao final, um dos policiais nos disse "essa foi a manifestação mais legal que me chamaram". Parece que a polícia curtiu também! 

Veja abaixo como foi o roteiro do nosso festival!

Palco Logística, Financeira e Infraestrutura

O line-up ficou por conta de três bandas que botaram pra quebrar com versões rock’n roll dos clássicos da espera telefônica. O Palco Logística, primeiro do On Hold, ligou as caixas de som logo pela manhã, às 9h, na região da Vila Leopoldina. A Far From Alaska fez uma composição, digamos, bem diferente do soneto de Bach.

A banda tocou por 35 minutos, que representou o tempo médio de espera no SAC da empresa de logística. Confira o show completo:

Na hora do almoço, aproximadamente às 13h, foi vez da banda Supercombo fazer uma versão porrada de Beethoven no Palco Financeira, na região da Av. Paulista, em frente a um banco que faz o consumidor esperar em média 28 minutos no telefone. Veja a apresentação:

O último show aconteceu às 16h, na região de Pinheiros, no Palco Infraestrutura, que foi invadido pela banda Medulla. A apresentação da versão de rock do clássico de Vivaldi durou 45 minutos - também referente ao tempo médio de espera da terceira empresa. Confira o show na íntegra:

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