Contas de luz devem ter cobrança de bandeira vermelha até novembro

Uso de termelétricas geram energia mais cara pela necessidade de combustíveis para funcionar

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Até novembro deste ano, a tendência é que a bandeira tarifária de energia siga vermelha. Pelo menos é o que o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, afirmou nesta terça-feira, dia 4. Isso significa que haverá cobrança extra nas contas de luz de pelo menos R$ 3 a cada 100 kWh de energia consumidos até lá.

Na semana passada, a agência anunciou que a bandeira tarifária, que estava amarela em março, passaria para vermelha 1 em abril, devido à falta de chuvas que vem comprometendo a recuperação dos reservatórios das hidrelétricas.

Com os reservatórios mais baixos - e a proximidade do período seco -, aumenta a necessidade de uso das usinas termelétricas, que geram energia mais cara porque usam combustível para funcionar. A taxa da bandeira tarifária serve para cobrir justamente o custo adicional devido ao uso maior de termelétricas.

No dia 31 de março, a Aneel divulgou que a bandeira tarifária de abril seria o patamar 1 da vermelha, o que implica em uma cobrança extra de R$ 3 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Regras das bandeiras

O acionamento das bandeiras depende do custo de geração da energia, ligado ao acionamento das usinas térmicas. Quando há pouca ou nenhuma necessidade de geração de energia por termelétricas, a bandeira fica verde e não há cobrança extra. Se essa necessidade aumenta um pouco, a bandeira fica amarela, e passam a ser cobrados R$ 2 dos consumidores a cada 100 kWh consumidos.

Quando o custo sobe muito, a bandeira, então, fica na cor vermelha e pode variar entre dois patamares. A cobrança extra nas contas de luz varia de R$ 3 a R$ 3,50 para cada 100 kWh usados.

Rufino destacou que a previsão não é uma sentença e que o cenário pode mudar caso haja alteração significativa de chuvas ou mesmo de consumo de energia.

Fonte: G1

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