Cobrança diferente para homem e mulher em baladas volta a ser legal em SP

Juiz acredita que a diferenciação de preços pode aumentar a participação das mulheres no meio social

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Pouco depois de um mês da decisão do Ministério da Justiça de tornar ilegal a cobrança de valores diferentes para homens e mulheres na entrada de bares e restaurantes, a regra mudou, pelo menos para o estado de São Paulo.  

Na última segunda-feira, dia 1º, foi aprovada a diferenciação de preços para eles e elas. O juiz Paulo Cezar Duran entendeu que o governo deve intervir o mínimo possível na vida das pessoas e que a diferenciação de preços pode aumentar a participação das mulheres no meio social.

“Não vislumbro a questão da diferenciação de preços como uma estratégia de marketing a ponto de desvalorizar a mulher e reduzi-la a condição de objeto, tampouco de inferioridade. É sabido que em nossa sociedade, infelizmente, a mulher ainda encontra posição muitas vezes desigual em relação ao homem, a exemplo da remuneração salarial, jornada de trabalho e voz ativa na sociedade. [...] Nesta realidade social, a diferenciação de preços praticada pelos estabelecimentos pode ter como objetivo a possibilidade de participação maior das mulheres no meio social”, diz o texto da decisão.

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O magistrado ainda defende que impedir a cobrança diferenciada "conduz à ideia de que a mulher não tem capacidade de discernimento para escolher onde quer frequentar, e ainda, traduz o conceito de que não sabe se defender ou, em termos mais populares que não sabe ‘dizer não’ a eventuais situações de assédio de qualquer homem que dela se aproximar”.

O Ministério da Justiça havia proibido a prática comercial por considerá-la abusiva e por colocar a mulher em situação de inferioridade. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) – Seccional de São Paulo recorreu.

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Fonte: G1

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